Os Colegas

Há tempos que tenho vontade de retomar a série de posts Livros favoritos da minha infância (clique para ver todos), que comecei em 2005, e acho que na verdade foi essa uma das grandes razões para ter resolvido arrumar o layout deste site em maio passado. (in English below)

Depois de conhecer o Book by its cover, uns meses atrás, fiquei com mais vontade ainda de voltar a falar dos livros. Então vou começar por este:

11 - Os Colegas, de Lygia Bojunga Nunes

Um clássico dos anos 1970, um dos inúmeros livros que falaram metaforicamente sobre a ditadura no Brasil (e no mundo), a censura, a solidariedade e o espírito de grupo para as crianças da minha geração. E tem ainda esses desenhos fortemente gráficos do Gian Calvi que são geniais.




I’ve decided to write a few things in English from time to time, so that more people can read it here :)

I’ve been wanting to resume posting on Favourite Books from my childhood, which I began in 2005, for a long time now and, come to think of it, that was probably one of the main reasons to redesign this site this past May.

A few months ago, I came across Book by its cover, which served to enhance the desire to write about those books again. So here they are.

This is a classic from the 1970’s, one the many books that metaforically spoke about the dictatorship period we lived in Brazil during that (terrible) time, bringing up questions about censorship, solidarity, friendship and group effort. I absolutely adore Gian Calvi’s intense and graphical illustrations.



Os irmãos Coração-de-Leão

10 - Os irmãos Coração-de-Leão, de Astrid Lindgren





Nossa, como eu gostava desse livro. É triste toda a vida e mesmo assim eu li um milhão de vezes. Conta a história de Jonas e seu irmãozinho Carlos Coração-de-Leão, o Rosquinha. Carlos está doente e vai morrer, mas Jonas diz a ele para não ter medo pois ele irá para Nangaiala, uma terra que fica “do outro lado das estrelas, no tempo das sagas e das fogueiras”. Acontece que um incêndio leva a vida de Jonas primeiro e ele volta para buscar Carlos e aí começa a viagem do livro.

Tem dragões, florestas encantadas, vales perdidos, cavaleiros e toda a parafernália da Idade Média, que eu adoro. As ilustrações lindas dão o clima perfeito ao livro e são de Ilon Wikland, que acho que ilustrou vários outros livros da Astrid Lindgren.



Bem do seu tamanho

9 - Bem do seu tamanho, de Ana Maria Machado

Eram dela muitos dos livros que me fizeram gostar de ler (e a tantas gerações de crianças). Este é especial - junto com “Bisa Bia Bisa Bel” - tem o Tipiti, o boi de mamão e as delícias de ilustrações do Gerson Conforto, que me faziam ficar horas e horas procurando detalhes em cada desenho.







Juca e Chico

8 - Juca e Chico, de Wilhelm Busch





Um clássico. Também do meu pai, fazia dupla com o adorado Cazuza



Grimble

7 - Grimble, de Clement Freud



A série do Grimble é muito engraçada e inventiva, cheia de brechas na história para a criança imaginar soluções e situações possíveis. Os pais dele estão sempre viajando ou fora de casa e deixam bilhetes pela casa inteira avisando sobre comida na geladeira, aulas de natação, coisas que ele deve fazer etc.



Reinações de Narizinho

6 - Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato

Da infância da minha mãe para a minha (e colorido por nós duas)
Essa coleção verdinha da Brasiliense (1952) com ilustrações de André Le Blanc mora em lugar especial aqui em casa.






A Bolsa Amarela

5 - A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga Nunes

Um clássico dos anos 70 (e de sempre).
Dela, também adoro “A casa da madrinha”, “Angélica” e, claro, “Os Colegas” (vou postar sobre este em breve)




Os Meninos da Rua Paulo

4 - Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár

Devo ter lido pela primeira vez com uns 10, 11 anos.
Favorito não só da infância, mas de toda a vida (nota-se pelo estado da edição muito lida, velhinha porém amada, não a troco por nenhuma outra), este livro me despertou a curiosidade pela Hungria, país que desde então muito me fascina.
Há pouco tempo, lendo Budapeste, do Chico Buarque, percebi com surpresa que compreendia várias palavras em húngaro e então me veio que, como fazem os melhores livros, Os Meninos da Rua Paulo me deixou adoráveis marcas invisíveis que ficarão para sempre.




e a planta baixa do Grund…



O Pequeno Nicolau

3 - O Pequeno Nicolau, de Sempé/Goscinny

Adoro, adoro, adoro, adoro, adoro, adoro


Um livro para fazer as crianças gostarem de Truffaut quando crescerem :)


(da série Coisas que não se deve deixar uma criança fazer: colar o livro com fita adesiva)



Cazuza

2 - Cazuza, de Viriato Corrêa



Este era do meu pai e virou meu. Li várias e várias vezes. É uma viagem muito gostosa à infância brasileira dos anos 1930.



O Gênio do Crime

Arrumando estantes, reencontrei vários dos meus livros favoritos de quando era criança. É engraçado perceber agora, olhando de longe, como cada um deles contribuiu para formar quem eu sou hoje - seja no traço da ilustração ou na construção de um imaginário pessoal. Resolvi deixá-los todos juntos na mesma prateleira, um pedacinho da minha memória.

Vou postar alguns aqui, sem obedecer a qualquer ordem lógica:

1 - O Gênio do Crime, de João Carlos Marinho



O Gênio do Crime tinha o Bolachão, a Berenice, o Pituca e o Edmundo e um roteiro que desbanca Pulp Fiction. Tinha também álbum de figurinhas, o Mister com sotaque e um subtítulo sensacional: “Uma História em São Paulo”.

Mais, no site da FNLIJ

E a aventura seguinte:

Sangue Fresco, de João Carlos Marinho



As demais seqüências, que também li, são “O Livro da Berenice” e “O Caneco de Prata”